Se você não crê na Presença Real, quão hiperbólico deve parecer… Para aqueles que sabem que Ele está lá, Corpo, Sangue, Alma e Divindade, o “horror” não começa a descrever os problemas ao redor da maneira de tratar o Santíssimo Sacramento nos locais pós-Conciliares, com base em “fontes” pseudo-históricas e fraude descarada.
A grande fraude acerca da Santa Comunhão na Mão
São Cirilo de Jerusalém e a Comunhão na mão
Com relação à chamada questão da “Comunhão na mão,” [Una Fides] apresenta um artigo escrito pelo Rev. Padre Giuseppe Pace, S.D.B., publicado na revista Chiesa Viva de janeiro de 1990 (Civiltà, Brescia.) [Tradução pela colaboradora do Rorate Francesca Romana.]
* * *
A bolota é um carvalho em potencial; o carvalho é uma bolota que chegou à perfeição. Para que o carvalho volte a ser uma bolota, supondo que ele o pudesse sem morrer, seria uma regressão. É por essa razão que a Mediator Dei do Papa Pio XII condenou o arqueologismo litúrgico como anti-litúrgico com essas palavras:
Durante...
(…) assim, quando se trata da sagrada liturgia, não estaria animado de zelo reto e inteligente aquele que quisesse voltar aos antigos ritos e usos, recusando as recentes normas introduzidas por disposição da divina Providência e por mudança de circunstâncias (no.63) (…)
Este modo de pensar e de proceder, com efeito, faz reviver o excessivo e insano arqueologismo suscitado pelo ilegítimo concílio de Pistóia, e se esforça em revigorar os múltiplos erros que foram as bases daquele conciliábulo e os que se lhe seguiram com grande dano das almas, e que a Igreja – guarda vigilante do “depósito da fé” confïado pelo seu divino Fundador – condenou com todo o direito.(53)
Os pseudo–liturgistas que estão desolando a Igreja em nome do Concílio Vaticano Segundo são presas de tais obsessões de arqueologismo mórbido; pseudo-liturgistas, que, às vezes chegam ao ponto de obrigar os seus súditos com exortações e exemplos que violam as poucas leis sadias remanescentes que ainda sobrevivem, e que, eles próprios, formalmente promulgaram ou confirmaram.
O sintomático disso tudo é a questão do Rito da Santa Comunhão. Um bispo, de fato, após declarar que as Sagradas Espécies administradas na língua do comungante ainda está em vigor no Rito Tradicional, ao mesmo tempo, também permite que a Santa Comunhão seja distribuída em pequenas cestas que os fiéis passam de mão em mão; ou ele próprio deposita as Espécies Sagradas nas mãos (será que elas estão sempre limpas?) do comungante. Se você quer convencer os fiéis de que a Santíssima Eucaristia não é nada mais do que (um pedaço de) pão comum, talvez mesmo bento como uma refeição simbólica, não se poderia imaginar uma maneira melhor de fazer isso do que aquela do sacrilégio.
Os promotores da Comunhão na mão recorrem a esse arqueologismo pseudo-litúrgico condenado por Pio XII apertis verbis. Na verdade, eles dizem que é dessa maneira que você precisa recebê-la, porque ela foi conduzida dessa maneira por toda a Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente desde seus primórdios e por mil anos daí em diante.
... e depois. Imagens: Blog do pe. Zuhlsdorf.
O que é certamente verdade desde os primórdios da Igreja é que por quase dois mil anos, em preparação para a Comunhão, os comungantes tinham que se abster de toda a comida e bebida da noite anterior até o momento da recepção. Por que esses arqueologistas não restauram esse jejum eucarístico? Isso certamente iria contribuir bastante para manter viva na mente do comungante o pensamento da iminente recepção da Santa Comunhão, para que eles se preparassem melhor.
Em vez disso, é praticamente falso que, desde o início da Igreja e por mil anos daí em diante, tanto no Oriente quanto no Ocidente, existiu a prática de colocar as Espécies Sagradas nas mãos dos fiéis.
Os pseudo-liturgistas amam evocar a seguinte passagem da Catequese Mistagógica atribuída a Santo Cirilo de Jerusalém:
«Adiens igitur, ne expansis manuum volis, neque disiunctis digitis accede; sed sinistram velut thronum subiiciens, utpote Regem suscepturæ: et concava manu suscipe corpus Christi, respondens Amen». (Dirigindo-se, pois (à Comunhão) aproximai-vos com as palmas da mão abertas, nem com os dedos disjuntos, mas tendo a esquerda em forma de um trono sob aquela mão que está por acolher o Rei e com a direita côncava, recebei o corpo de Cristo, respondendo Amém.)
Ao chegar nesse Amém, simplesmente param. Mas a Catequese Mistagógica prossegue com o texto acrescentando a seguinte:
Depois que tu, com cautela tiver santificado os teus olhos pondo te em contacto com o corpo de Cristo, aproximai também do cálice do sangue: não tendo as mãos estendidas, mas genuflexo de modo a expressar senso de adoração e veneração. Dizendo Amém, te santificarás, tomando também o sangue de Cristo. E tendo ainda os lábios úmidos, tocai-o com as mãos e depois com esse santificarás os teus olhos, a fronte e os outros sentidos. Da Comunhão jamais vos afastai, nem vos privai destes sagrados e espirituais mistérios, ainda que estejais manchados pelos pecado.
Quem poderia admitir que um tal rito fosse o costume ordinário na Igreja Universal por mais de mil anos? E como conciliar tal rito, segundo o qual a Comunhão deve ser dada até a quem está manchado de pecado com a ordem, certamente apostólica, que desde os primórdios da Igreja proibia que fossem admitidos à Santa Comunhão aqueles que estavam em estado de pecado? «reus erit corporis et sanguinis Domini. Probet autem seipsum homo: et sic de pane illo edat, et de calice bibat. Qui enim manducat et bibit indigne, indicum, sibi manducat et bibit non diiudicans corpus Domini» . (Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. (I Coríntios, 11, 27-29, Douay-Rheims)]
Um tal rito de Comunhão tão extravagante, cuja descrição se conclui com a exortação a receber ou distribuir a Santa Comunhão até para aqueles que se encontram manchados de pecado, certamente não foi pregado por São Cirilo na Igreja de Jerusalém e nem poderia ter sido lícito em qualquer época na Igreja. Trata-se de um rito derivado da fantasia, oscilando entre o fanatismo e o sacrilégio, do autor das apócrifas Constituições Apostólicas, um anônimo Siriano, devorador de livros, escritor incansável, que despeja nos seus escritos, indigestos e contaminados em grande parte por suas elucubrações mentais, grande porções de suas leituras, o qual no seu livro VIII das ditas Constituições Apostólicas, acrescenta, atribuindo ao Papa São Clemente, 85 cânones dos Apóstolos, os quais o Papa Gelásio I, declarou como apócrifos no Concílio de Roma do ano 494: «Liber qui appellatur Canones Apostolorum, apocryfus (P. L., LIX, col. 163). A descrição desse rito extravagante, em boa parte sacrílego, entrou na Catequese Mistagógica por obra de um sucessor de São Cirilo, que segundo alguns seria o bispo João, um cripto-ariano, origeniano e pelagiano, que mais tarde foi contestado por Santo Epifânio, São Jerônimo e Santo Agostinho.
Come pode então Leclercq afirmar que: “… precisamos ver nisso [nesse rito extravagante] uma representação exata do uso das grandes Igrejas da Síria? Ele não pode afirmar isso, a não ser que se contradissesse, uma vez que antes afirma tratar-se de «…uma liturgia fantasia. Ela não procede e não se destina a nada mais do que entreter o seu autor; não é uma liturgia normal, oficial, pertencente a uma Igreja Específica” (Dictionaire de Archeologie chretienne et de Liturgie, vol. III, parte II, col. 2749-2750).
Temos, ao invés, provas concretas de costumes opostos, ou seja, a prática de colocar as Sagradas Espécies sobre a língua do comungante e da proibição aos fiéis leigos de tocar as Sagradas Espécies com as próprias mãos. Somente em casos de necessidade grave e em tempos de perseguição, nos assegura São Basílio, se podia derrogar as normas, permitindo aos leigos receber a Comunhão na próprias mão (P. G., XXXII, coll. 483-486).
Obviamente, não pretendemos fazer um relatório de todos os testemunhos invocados para demonstrar que o costume de colocar as Sagradas Espécies sobre a língua dos comungantes leigos era o uso na antiguidade, nem pretendemos indicar algo somente sintomático, e o que é mais suficiente, desmentir o que eles afirmam que por mil anos, tanto na Igreja Oriental como Ocidental, se costumava colocar as Sagradas Espécies sobre as mãos dos leigos.
Santo Eutiquiano, Papa de 275 até 283, para evitar que leigos tocassem as Espécies Sagradas com as sua mãos, proibia-os de levar o Santíssimo Sacramento aos doentes «Nullus præsumat tradere communionem laico vel femminæ ad deferendum infirmo» (Ninguém ouse entregar a comunhão a um leigo ou a uma mulher para portá-la a um enfermo) (P. L., V, coll. 163-168).
São Gregório Magno narra que Santo Agapito, Papa de 535 a 536, durante os poucos meses do seu pontificado, dirigindo-se a Constantinopla, curou um surdo-mudo durante o ato de «ei dominicum Corpus in os mitteret» (colocou em sua boca o Corpo do Senhor) (Dialoghi, III, 3).
Isso ocorreu na Igreja do Oriente. Já no Ocidente é indubitável que o próprio São Gregório Magno administrava desse modo a Santa Comunhão aos leigos, pois já bem antes do Concílio de Saragoza no ano 380, havia lançado a excomunhão contra aqueles que ousassem tratar a Santíssima Eucaristia como se estivessem em tempos de perseguição, ou seja, tempos em que ao fiel leigo era permitido tocar as espécies sagradas caso se encontrasse numa situação de necessidade (SAENZ DE AGUIRRE, Notitia Conciliorum Hispaniæ, Salamanca, 1686, pag. 495).
Certamente que até mesmo naquela época não faltavam inovadores indisciplinados. Esse fato levou as autoridades eclesiásticas a chamá-los à ordem. Assim fez o Concílio de Rouen, por volta do ano 650, proibindo ao ministro da Eucaristia de dispor as Sagradas Espécies sobre as mãos do comungante leigo:
«[Presbyter] illud etiam attendat ut eos [fideles] propria manu communicet, nulli autem laico aut fœminæ Eucharistiam in manibus ponat, sed tantum in os eius cum his verbis ponat: “Corpus Domini et sanguis prosit tibi in remissionem peccatorum et ad vitam æternam”. Si quis hæc transgressus fuerit, quia Deum omnipotentem comtemnit, et quantum in ipso est inhonorat, ab altari removeatur» ([O presbítero] deverá também estar atento disso: dê a Sagrada Communhão ao fiel somente com as suas próprias mãos; não coloque a Eucaristia nas mãos de qualquer leigo ou mulher, mas somente em suas bocas, com as seguintes palavras: “Que o Corpo e o Sangue do Senhor te ajude na remissão dos teus pecados e para alcançar a vida eterna”. Quem tiver transgredido essas normas, desprezado portando Deus Onipotente e o desonrado, deverá ser removido do altar). (Mansi, vol. X, coll. 1099-1100).
No tocante aos arianos, exatamente para demonstrar que não acreditavam na divindade de Jesus Cristo e que consideravam a Eucaristia apenas como um pão puramente simbólico, era costume comungar estando em pé e tocando as espécies eucarísticas diretamente com as mãos. Não foi sem razão que Santo Atanásio se levantou contra a apostasia ariana. (P. G., vol. XXIV, col. 9 ss.).
Não podemos negar que em certos casos, em certas Igrejas particulares e por algum tempo tenha sido permitido aos leigos tocar as Sagradas Espécies com as próprias mãos. Mas não só podemos negar com provas irrefutáveis de que esse tenha sido o costume ordinário por mais de mil anos tanto na Igreja Oriental como a de rito latino como também podemos afirmar que mais falso ainda é dizer que esse deveria ser o costume para os dias de hoje. Cabe lembrar que até no culto devido à Santa Eucaristia houve um sábio progresso, análogo àquele que ocorreu no campo dogmático (o qual não tem nada a ver com a teologia modernista da morte de Deus).
O supracitado progresso litúrgico universalizou o costume de ajoelhar-se em ato de adoração e, daí, o uso dos genuflexórios; a prática de cobrir a balaustrada com uma toalha alva de linho, o uso da patena e às vezes uma tocha ou vela acesa; seguido da prática de pelo menos quinze minutos de ação de graças pessoal. Abolir tudo isso que é parte vital da Tradição Litúrgica não é incrementar o culto devido à Santa Eucaristia e nem a fé ou santificação dos fiéis, mas sim servir ao demônio.
Quando São Tomás de Aquino (Summa Theologica, III, q. 82, a 3) expõe os motivos pelos quais é vetado aos fiéis leigos tocar as Sagradas Espécies, ele não fala de um rito inventado recentemente, mas de um costume litúrgico tão antigo quanto a própria Igreja. Não foi sem razão que o Concílio de Trento não apenas afirmou que na Igreja de Deus, é costume constante e ordinário que os leigos recebam a Comunhão das mãos dos sacerdotes, enquanto os sacerdotes comunguem por si mesmos, como também afirmou que esse costume é de origem apostólica (Denzinger, 881). Eis porque encontramos a mesma norma prescrita no Catecismo de São Pio X (642-645).
Ora, tal norma jamais foi abrogada: no Novo Missal Romano, artigo 117, se lê que o comungante tenens patenam sub ore, sacramentum accipit (tendo a patena sob a boca, receba o sacramento).
Não dá pra entender como os próprios promulgadores de tão sábia norma sejam os primeiros a dispensá-la de diocese em diocese, uma paróquia após a outra.
O simples fiel, diante de tanta incoerência, não poderia reagir de outro modo senão demonstrar uma completa indiferença e desprezo pelas leis eclesiásticas litúrgicas e não litúrgicas.
Fonte: http://fratresinunum.com
Tradição Católica em Bom Despacho - MG
Blog destinado a promover a Santa Missa em sua Forma Extraordinária ( também conhecida como Missa Tridentina ou Gregoriana ) em Bom Despacho e região. Divulgar normas da Igreja e pensamentos dos santos sobre a Santa Missa e modéstia. Noticias da Igreja em geral.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
SACRIFÍCIO DE JESUS CRISTO
Os Sacrifícios da Lei Antiga eram imperfeitos. Não podiam satisfazer plenamente a Majestade Divina ultrajada. Pois a ofensa feita a Deus pelo pecado era, sob certo aspecto, infinita; e, para satisfazer por ela exigia-se uma vítima de merecimento infinito.
Além disso, ao passar dos séculos, os sacrifícios oferecidos pelos judeus perderam o seu valor. Eram ritos externos apenas, aos quais não correspondiam sentimentos internos de adoração, de penitência, de amor. Não agradavam mais a Deus.
Era necessário um sacerdote santo, justo, digno de seu papel e agradável a Deus; era preciso uma vítima pura, imaculada, cujo sacrifício aplacasse a Divindade ofendida.
Logo no momento da queda de Adão, compreendendo a Sua infinita Sabedoria que jamais pelas próprias forças poderia o homem reconciliar-se, DEUS PROMETE A REDENÇÃO.
Para executar este maravilhoso plano de sua Misericórdia e Bondade, a SEGUNDA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE - o FILHO ETERNO DO PAI CELESTE, vem ao mundo, toma uma natureza humana, formada no puríssimo seio de Maria Santíssima, faz-se HOMEM.
Ele é Deus - como o Pai e o Espírito Santo, mas desde o primeiro instante da Encarnação, ficou sendo ao mesmo tempo VERDADEIRO HOMEM. Por essa união numa só PESSOA, a Pessoa do Filho, das DUAS NATUREZAS, a divina e a humana, tornou-se possível ao homem oferecer a Deus um sacrifício aceitável.
JESUS CRISTO É O ÚNICO SACERDOTE DIGNO E A ÚNICA VÍTIMA DE VALOR INFINITO.
A finalidade da Redenção era: reparar a desordem causada pelo pecado de nossos primeiros pais, satisfazer a Justiça Divina irritada pela desobediência do homem, reatar a amizade entre o Céu e a terra.
Semelhante reparação, satisfação e reconciliação realizou Jesus Cristo com o SACRIFÍCIO DA CRUZ - no qual ofereceu-se (oblação) e imolou-se a Si mesmo (imolação), a DEUS, como vítima imaculada, purificando nossas almas com Seu Sangue inocente, a fim de que pudéssemos servir ao Deus vivo.
Jesus Cristo, com seu sacrifício, satisfez por todos os homens, padecendo e morrendo, como homem, e dando, como Deus, um valor infinito a seus padecimentos.
Os antigos holocaustos consumia-os o fogo natural, o HOLOCAUSTO DO CALVÁRIO foi devorado pelo incompreensível AMOR DE DEUS.
"Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho Unigênito" (S. João, 3, 16).
"Cristo nos amou e se entregou a Si mesmo por nós a Deus, como oferenda de suave odor" (Ef. 5, 2).
Eis o que é o SACRIFÍCIO DA CRUZ: holocausto, homenagem de adoração sumamente agradável a Deus; sacrifício expiatório, que redime todos os pecados; sacrifício pacífico que agradece perfeitamente a Deus e nos impetra os seus bens: a graça e a vida eterna. Culto perfeito prestado ao Pai Eterno pelo Sumo Sacerdote do Novo Testamento: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Podemos em resumo assinalar quatro excelências do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo:
1º) Na antiga lei, as vítimas eram animais, oferecidos pelos donos; aqui é um Homem, capaz de vontade livre, que se oferece a si mesmo.
2º) A vítima não é apenas homem, senão HOMEM-DEUS. O derramamento de seu sangue revestirá pois infinito valor.
3º) A vontade do Pai determina todas as circunstâncias do Sacrifício perfeito, como anteriormente fixara o ritual dos sacrifícios figurativos.
4º) Jesus é, a um tempo, SACERDOTE E VÍTIMA. Ele mesmo oferece, Ele mesmo é a vítima oferecida.
Fonte: http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com.br
Além disso, ao passar dos séculos, os sacrifícios oferecidos pelos judeus perderam o seu valor. Eram ritos externos apenas, aos quais não correspondiam sentimentos internos de adoração, de penitência, de amor. Não agradavam mais a Deus.
Era necessário um sacerdote santo, justo, digno de seu papel e agradável a Deus; era preciso uma vítima pura, imaculada, cujo sacrifício aplacasse a Divindade ofendida.
Logo no momento da queda de Adão, compreendendo a Sua infinita Sabedoria que jamais pelas próprias forças poderia o homem reconciliar-se, DEUS PROMETE A REDENÇÃO.
Para executar este maravilhoso plano de sua Misericórdia e Bondade, a SEGUNDA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE - o FILHO ETERNO DO PAI CELESTE, vem ao mundo, toma uma natureza humana, formada no puríssimo seio de Maria Santíssima, faz-se HOMEM.
Ele é Deus - como o Pai e o Espírito Santo, mas desde o primeiro instante da Encarnação, ficou sendo ao mesmo tempo VERDADEIRO HOMEM. Por essa união numa só PESSOA, a Pessoa do Filho, das DUAS NATUREZAS, a divina e a humana, tornou-se possível ao homem oferecer a Deus um sacrifício aceitável.
JESUS CRISTO É O ÚNICO SACERDOTE DIGNO E A ÚNICA VÍTIMA DE VALOR INFINITO.
A finalidade da Redenção era: reparar a desordem causada pelo pecado de nossos primeiros pais, satisfazer a Justiça Divina irritada pela desobediência do homem, reatar a amizade entre o Céu e a terra.
Semelhante reparação, satisfação e reconciliação realizou Jesus Cristo com o SACRIFÍCIO DA CRUZ - no qual ofereceu-se (oblação) e imolou-se a Si mesmo (imolação), a DEUS, como vítima imaculada, purificando nossas almas com Seu Sangue inocente, a fim de que pudéssemos servir ao Deus vivo.
Jesus Cristo, com seu sacrifício, satisfez por todos os homens, padecendo e morrendo, como homem, e dando, como Deus, um valor infinito a seus padecimentos.
Os antigos holocaustos consumia-os o fogo natural, o HOLOCAUSTO DO CALVÁRIO foi devorado pelo incompreensível AMOR DE DEUS.
"Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho Unigênito" (S. João, 3, 16).
"Cristo nos amou e se entregou a Si mesmo por nós a Deus, como oferenda de suave odor" (Ef. 5, 2).
Eis o que é o SACRIFÍCIO DA CRUZ: holocausto, homenagem de adoração sumamente agradável a Deus; sacrifício expiatório, que redime todos os pecados; sacrifício pacífico que agradece perfeitamente a Deus e nos impetra os seus bens: a graça e a vida eterna. Culto perfeito prestado ao Pai Eterno pelo Sumo Sacerdote do Novo Testamento: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Podemos em resumo assinalar quatro excelências do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo:
1º) Na antiga lei, as vítimas eram animais, oferecidos pelos donos; aqui é um Homem, capaz de vontade livre, que se oferece a si mesmo.
2º) A vítima não é apenas homem, senão HOMEM-DEUS. O derramamento de seu sangue revestirá pois infinito valor.
3º) A vontade do Pai determina todas as circunstâncias do Sacrifício perfeito, como anteriormente fixara o ritual dos sacrifícios figurativos.
4º) Jesus é, a um tempo, SACERDOTE E VÍTIMA. Ele mesmo oferece, Ele mesmo é a vítima oferecida.
Fonte: http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com.br
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
VALOR DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA
A Santa Missa como ação de Cristo, considerando-se o Sacerdote principal e a Vítima, tem valor INFINITO.
Considerando, porém, a aplicação aos homens (pois a Missa distribui e aplica os merecimentos da Cruz), os frutos são proporcionados às disposições das pessoas por quem se oferece. Quanto melhores as disposições, maiores os frutos. Frutos são a nossa participação de fato aos efeitos propiciatório e impetratório da Santo Sacrifício.
Estes frutos são de três categorias:
Frutos gerais - são os que aproveitam a todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos, a toda a Igreja. Daí vemos, sem dificuldade, que "todas as Missas são comunitárias (mesmo as celebradas privadamente), porquanto dizem respeito ao bem e à salvação comum de todos os homens". (Cat. Romano).
Frutos especiais - os que são atribuídos às pessoas, vivas ou defuntas, pelas quais o Sacrifício é aplicado pelo sacerdote celebrante.
Frutos especialíssimos - são os que competem ao celebrante, aos ajudantes e aos que assistem à Santa Missa.
A QUEM E POR QUEM SE CELEBRA O SANTO SACRIFÍCIO?
I - A Santa Missa, por ser verdadeiro sacrifício incluindo, portanto, a adoração, só pode ser oferecida a DEUS.
Por que então se celebram tantas Missas em honra de Maria Santíssima e dos Santos? Quando se celebra a Missa em honra da Maria Santíssima e dos Santos, não se lhes oferece o sacrifício, mas sim a DEUS, para agradecer-Lhe as graças que lhes fez ou para obter, por intercessão deles, as graças de que necessitamos.
Esta é a razão por que o sacerdote nunca costuma dizer: "Ofereço-te este Sacrifício, ó Pedro, ou, ó Paulo. "Mas oferecendo o sacrifício só a DEUS, rende-Lhe graças pela insigne vitória dos Santos, aos quais implora proteção, de maneira que "no céu se dignem interceder por nós, aqueles cuja memória celebramos na terra".
II - POR QUE SE CELEBRA?
Ensina o Concílio de Trento que o Santo Sacrifício da Missa pode ser oferecido pelos vivos e pelos defuntos.
A. Pelos vivos:
a) Pode-se oferecer a Santa Missa na intenção dos fiéis, justos ou pecadores;
b) pelos infiéis, hereges, cismáticos e excomungados: privadamente, evitando possíveis escândalos, assim mesmo para obter que se convertam a fé católica.
B. Pelos defuntos:
a) Não pode ser oferecido o sacrifício da Missa por quem não for capaz de recolher os frutos: os condenados do inferno, as crianças que morrem sem o batismo e os santos do céu.
b) É proibido, por leis eclesiásticas, celebrar a Missa pelos que morreram fora da comunhão da Igreja: infiéis, hereges, excomungados - sem terem dado sinais positivos de arrependimento. Estes não têm direito aos sufrágios públicos. A Igreja, porém, permite a celebração de Missas por eles privadamente.
c) Pelas almas do Purgatório para livrá-las mais depressa do purgatório. Se os sacrifícios da Antiga Lei já tinham virtude PROPICIATÓRIA, como se deduz do procedimento de Judas Macabeu (I Mac. XII, 44), que oferecia sacrifícios pelos seus soldados mortos na guerra, quanto maior eficácia não terá a Santa Missa, para obter a remissão das penas devidas ao pecado!
"QUANDO O SACERDOTE CELEBRA A SANTA MISSA, HONRA A DEUS, ALEGRA OS ANJOS, EDIFICA A IGREJA, AJUDA OS VIVOS, PROPORCIONA DESCANSO AOS DEFUNTOS E FAZ-SE PARTICIPANTE DE TODOS OS BENS". (Imitação de Cristo IV, 5).
Fonte:http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com
Considerando, porém, a aplicação aos homens (pois a Missa distribui e aplica os merecimentos da Cruz), os frutos são proporcionados às disposições das pessoas por quem se oferece. Quanto melhores as disposições, maiores os frutos. Frutos são a nossa participação de fato aos efeitos propiciatório e impetratório da Santo Sacrifício.
Estes frutos são de três categorias:
Frutos gerais - são os que aproveitam a todos os fiéis cristãos, vivos e defuntos, a toda a Igreja. Daí vemos, sem dificuldade, que "todas as Missas são comunitárias (mesmo as celebradas privadamente), porquanto dizem respeito ao bem e à salvação comum de todos os homens". (Cat. Romano).
Frutos especiais - os que são atribuídos às pessoas, vivas ou defuntas, pelas quais o Sacrifício é aplicado pelo sacerdote celebrante.
Frutos especialíssimos - são os que competem ao celebrante, aos ajudantes e aos que assistem à Santa Missa.
A QUEM E POR QUEM SE CELEBRA O SANTO SACRIFÍCIO?
I - A Santa Missa, por ser verdadeiro sacrifício incluindo, portanto, a adoração, só pode ser oferecida a DEUS.
Por que então se celebram tantas Missas em honra de Maria Santíssima e dos Santos? Quando se celebra a Missa em honra da Maria Santíssima e dos Santos, não se lhes oferece o sacrifício, mas sim a DEUS, para agradecer-Lhe as graças que lhes fez ou para obter, por intercessão deles, as graças de que necessitamos.
Esta é a razão por que o sacerdote nunca costuma dizer: "Ofereço-te este Sacrifício, ó Pedro, ou, ó Paulo. "Mas oferecendo o sacrifício só a DEUS, rende-Lhe graças pela insigne vitória dos Santos, aos quais implora proteção, de maneira que "no céu se dignem interceder por nós, aqueles cuja memória celebramos na terra".
II - POR QUE SE CELEBRA?
Ensina o Concílio de Trento que o Santo Sacrifício da Missa pode ser oferecido pelos vivos e pelos defuntos.
A. Pelos vivos:
a) Pode-se oferecer a Santa Missa na intenção dos fiéis, justos ou pecadores;
b) pelos infiéis, hereges, cismáticos e excomungados: privadamente, evitando possíveis escândalos, assim mesmo para obter que se convertam a fé católica.
B. Pelos defuntos:
a) Não pode ser oferecido o sacrifício da Missa por quem não for capaz de recolher os frutos: os condenados do inferno, as crianças que morrem sem o batismo e os santos do céu.
b) É proibido, por leis eclesiásticas, celebrar a Missa pelos que morreram fora da comunhão da Igreja: infiéis, hereges, excomungados - sem terem dado sinais positivos de arrependimento. Estes não têm direito aos sufrágios públicos. A Igreja, porém, permite a celebração de Missas por eles privadamente.
c) Pelas almas do Purgatório para livrá-las mais depressa do purgatório. Se os sacrifícios da Antiga Lei já tinham virtude PROPICIATÓRIA, como se deduz do procedimento de Judas Macabeu (I Mac. XII, 44), que oferecia sacrifícios pelos seus soldados mortos na guerra, quanto maior eficácia não terá a Santa Missa, para obter a remissão das penas devidas ao pecado!
"QUANDO O SACERDOTE CELEBRA A SANTA MISSA, HONRA A DEUS, ALEGRA OS ANJOS, EDIFICA A IGREJA, AJUDA OS VIVOS, PROPORCIONA DESCANSO AOS DEFUNTOS E FAZ-SE PARTICIPANTE DE TODOS OS BENS". (Imitação de Cristo IV, 5).
Fonte:http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Cardeal Ranjith e a liturgia
Desejo expressar, primeiramente, minha gratidão a todos vós pelo zelo e entusiasmo com que promoveis a causa da restauração das verdadeiras tradições litúrgicas da Igreja.
Como sabeis, é a liturgia que aperfeiçoa a fé e sua heróica realização na vida. Ela é o meio com que os seres humanos são elevados ao nível do transcendente e do eterno: o lugar de um profundo encontro entre Deus e o homem.
A liturgia, por esta razão, nunca pode ser criada pelo homem. Pois se rezamos da forma como queremos e ajustamos as normas a nós mesmos, corremos, então, o risco de recriar o bezerro de ouro de Aarão. Devemos constantemente insistir na liturgia enquanto participação naquilo que o próprio Deus faz, correndo o risco, de outra forma, de cair na idolatria. O simbolismo litúrgico nos ajuda a nos elevarmos acima do que é humano, em direção ao divino. A esse respeito, é minha firme convicção de que o Vetus Ordo representa em grande extensão e de maneira mais satisfatória aquele chamado místico e transcendente a um encontro com Deus na liturgia.
Portanto, chegou para nós a hora de não só renovarmos, por mudanças radicais, o conteúdo da nova Liturgia, mas de também encorajarmos mais e mais o retorno do Vetus Ordo, como um caminho para uma verdadeira renovação da Igreja, que foi o que os Padres da Igreja assentados no Concílio Vaticano II tanto desejaram.
A cuidadosa leitura da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, demonstra que as imprudentes mudanças introduzidas posteriormente na Liturgia nunca estiveram nas mentes dos Padres do Concílio.
Assim, chegou a hora de sermos corajosos no trabalho por uma verdadeira reforma da reforma e também pelo retorno da verdadeira liturgia da Igreja, que se desenvolveu por sua história bimilenar em um contínuo fluxo. Desejo e rezo para que isso ocorra.
Possa Deus abençoar os vossos esforços com sucesso.
+Malcolm Cardeal Ranjith e a liturgiaArcebispo de Colombo24/8/2011
Fonte: http://fratresinunum.com/
Como sabeis, é a liturgia que aperfeiçoa a fé e sua heróica realização na vida. Ela é o meio com que os seres humanos são elevados ao nível do transcendente e do eterno: o lugar de um profundo encontro entre Deus e o homem.
A liturgia, por esta razão, nunca pode ser criada pelo homem. Pois se rezamos da forma como queremos e ajustamos as normas a nós mesmos, corremos, então, o risco de recriar o bezerro de ouro de Aarão. Devemos constantemente insistir na liturgia enquanto participação naquilo que o próprio Deus faz, correndo o risco, de outra forma, de cair na idolatria. O simbolismo litúrgico nos ajuda a nos elevarmos acima do que é humano, em direção ao divino. A esse respeito, é minha firme convicção de que o Vetus Ordo representa em grande extensão e de maneira mais satisfatória aquele chamado místico e transcendente a um encontro com Deus na liturgia.
Portanto, chegou para nós a hora de não só renovarmos, por mudanças radicais, o conteúdo da nova Liturgia, mas de também encorajarmos mais e mais o retorno do Vetus Ordo, como um caminho para uma verdadeira renovação da Igreja, que foi o que os Padres da Igreja assentados no Concílio Vaticano II tanto desejaram.
A cuidadosa leitura da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, demonstra que as imprudentes mudanças introduzidas posteriormente na Liturgia nunca estiveram nas mentes dos Padres do Concílio.
Assim, chegou a hora de sermos corajosos no trabalho por uma verdadeira reforma da reforma e também pelo retorno da verdadeira liturgia da Igreja, que se desenvolveu por sua história bimilenar em um contínuo fluxo. Desejo e rezo para que isso ocorra.
Possa Deus abençoar os vossos esforços com sucesso.
+Malcolm Cardeal Ranjith e a liturgiaArcebispo de Colombo24/8/2011
Fonte: http://fratresinunum.com/
sábado, 24 de dezembro de 2011
AS LUTAS DO PADRE PIO COM O DEMÔNIO.
O demônio após ter sido expulso do paraíso por São Miguel e seu anjos e sendo precipitado na terra (Apocalipse 12, 7-12) continua existindo; o seu papel ativo, não pertence ao passado e nem é uma fantasia popular. O diabo continua ativo hoje mais do que nunca, induzindo os homens ao pecado e a perdição.
Baudelaire afirmava justamente que a principal atividade de Satanás, nos tempos de hoje é fazer com que as pessoas não acreditem na sua real existência e assim não rezem e nem peçam a proteção do alto. Com o caminho livre o inimigo faz desastres na humanidade sem ser percebido e combatido. Mas Deus na sua infinita Misericórdia fez com que ele se mostrasse ao mundo revelando suas táticas de ataque sobre o homem como aconteceu com o padre Pio e outros santos.
Pe. Pio travou “duros combates” em toda sua vida, mostrando a humanidade o poder dado por Jesus aos sacerdotes em seu ministério sacerdotal sobre o inimigo, principalmente no sacramento da Confissão, na Santa Missa, nos exorcismos libertando as pessoas do inimigo. Tais batalhas foram brigas sangrentas, como foi escrito em muitas cartas que Pe. Pio enviava aos seus diretores espirituais.
As lutas entre Padre Pio e Satanás ficaram mais duras quando Padre Pio livrou as almas possuídas pelo Diabo. Mais de uma vez, falou ao Padre Tarcísio de Cervinara que, antes de ser exorcizado, o Diabo gritava: "Padre Pio você nos dá mais preocupação que São Miguel" e também: "Padre Pio, não aliene as almas de nós e nós não o molestaremos".
"O diabo submeteu Padre Pio à tentações em todos os sentidos.
Padre Agostino confirmou que o diabo apareceu a ele de diferentes formas: "O diabo apareceu como meninas jovens que dançavam nuas, em forma de crucifixo, como um jovem amigo dos monges, como o Pai Espiritual, como o Padre Provincial, como Papa Pio X, como o Anjo da Guarda, como São Francisco e como Nossa Senhora. O diabo também apareceu nas suas formas horríveis, com um exército de espíritos infernais. Às vezes não havia nenhuma aparição, mas Padre Pio estava ferido, ele era torturado com barulhos ensurdecedores, cuspido etc. Padre Pio teve sucesso livrando-se destas agressões ao invocar o nome de Jesus.
Uma noite de verão em que ele não conseguia dormir por causa do grande calor ouviu o barulho dos passos de alguém, que no quarto vizinho, caminhava para lá e para cá. "O pobre Anastásio não pode dormir como eu.", pensou Pe. Pio. " Quero chamá-lo, pois, pelo menos conversamos um pouco ". Ele foi até a janela e chamou o confrade mas sua voz permaneceu presa na garganta: no parapeito da janela vizinha, um monstruoso cão se apoiava. Assim contava o próprio Pe. Pio: “Vi horrorizado entrar pela porta um enorme cão feroz de cuja boca saia muita fumaça. Eu caí de bruços na cama e ouvi o que ele dizia: “é este, é este!”. Ainda naquela posição vi a fera pular sobre o parapeito da janela e de lá lançar-se sobre o telhado da frente para em seguida desaparecer.
Fonte: www.derradeirasgracas.com
Baudelaire afirmava justamente que a principal atividade de Satanás, nos tempos de hoje é fazer com que as pessoas não acreditem na sua real existência e assim não rezem e nem peçam a proteção do alto. Com o caminho livre o inimigo faz desastres na humanidade sem ser percebido e combatido. Mas Deus na sua infinita Misericórdia fez com que ele se mostrasse ao mundo revelando suas táticas de ataque sobre o homem como aconteceu com o padre Pio e outros santos.
Pe. Pio travou “duros combates” em toda sua vida, mostrando a humanidade o poder dado por Jesus aos sacerdotes em seu ministério sacerdotal sobre o inimigo, principalmente no sacramento da Confissão, na Santa Missa, nos exorcismos libertando as pessoas do inimigo. Tais batalhas foram brigas sangrentas, como foi escrito em muitas cartas que Pe. Pio enviava aos seus diretores espirituais.
As lutas entre Padre Pio e Satanás ficaram mais duras quando Padre Pio livrou as almas possuídas pelo Diabo. Mais de uma vez, falou ao Padre Tarcísio de Cervinara que, antes de ser exorcizado, o Diabo gritava: "Padre Pio você nos dá mais preocupação que São Miguel" e também: "Padre Pio, não aliene as almas de nós e nós não o molestaremos".
"O diabo submeteu Padre Pio à tentações em todos os sentidos.
Padre Agostino confirmou que o diabo apareceu a ele de diferentes formas: "O diabo apareceu como meninas jovens que dançavam nuas, em forma de crucifixo, como um jovem amigo dos monges, como o Pai Espiritual, como o Padre Provincial, como Papa Pio X, como o Anjo da Guarda, como São Francisco e como Nossa Senhora. O diabo também apareceu nas suas formas horríveis, com um exército de espíritos infernais. Às vezes não havia nenhuma aparição, mas Padre Pio estava ferido, ele era torturado com barulhos ensurdecedores, cuspido etc. Padre Pio teve sucesso livrando-se destas agressões ao invocar o nome de Jesus.
Uma noite de verão em que ele não conseguia dormir por causa do grande calor ouviu o barulho dos passos de alguém, que no quarto vizinho, caminhava para lá e para cá. "O pobre Anastásio não pode dormir como eu.", pensou Pe. Pio. " Quero chamá-lo, pois, pelo menos conversamos um pouco ". Ele foi até a janela e chamou o confrade mas sua voz permaneceu presa na garganta: no parapeito da janela vizinha, um monstruoso cão se apoiava. Assim contava o próprio Pe. Pio: “Vi horrorizado entrar pela porta um enorme cão feroz de cuja boca saia muita fumaça. Eu caí de bruços na cama e ouvi o que ele dizia: “é este, é este!”. Ainda naquela posição vi a fera pular sobre o parapeito da janela e de lá lançar-se sobre o telhado da frente para em seguida desaparecer.
Fonte: www.derradeirasgracas.com
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Sobre a imodéstia na sociedade
Uma mulher, que entra na Igreja com um traje espaventoso, atrai todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações. Não é preciso excitar estas pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são demais levadas a freqüentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se a casa de Deus, especialmente quando se celebra a Santa Missa. Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem ante aos altares vestidas simplesmente, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com seus penteados ridículos e ares de atrizes, assumem poses de deusas no lugar santo.
A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso da à Santa Missa. Ao assistir à Santa Missa viu essa nobre flamenga um espetáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber, e sim, para satisfazer uma paixão impura. Em volta dela estavam um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo. Quando ela se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns lhe seguraram a cauda do vestido, outro lhe ofereceu o braço enquanto outros lhe faziam cortejo e serviam-lhe como a sua senhora. No momento em que o sacerdote descia do altar com a Santa Hóstia na mão a fim de dar a comunhão àquela infeliz, pareceu a Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e volvia ao Céu, repugnando-Lhe entrar num coração assim rodeado de espíritos das trevas.
Aterrorizada por semelhante cena, a bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor. E Ele revelou-lhe a causa, fazendo-lhe ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se achava próxima do altar, e que durante toda a Santa Missa, ao invés de se ocupar dos Santos mistérios, contemplava-a com olhares impuros, desejando antes lhe agradar que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e faziam-lhe o cortejo.
Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas, e eu creio de boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com certos trajes escandalosos, mereceis todas as censuras.Transformeis o templo sagrado em covil de ladrões, pois roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais aos sacerdotes, aos ministros, a todo o povo.
Por favor, considerai e tomai a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir à Santa Missa, ela se dirigia com grande pompa à Igreja. Mas, para assistir ao Santo Sacrifício tirava da cabeça a coroa, os anéis dos dedos, depunha seus ornamentos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos. Tudo isso agradou de tal modo a Deus, que Ele quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa a Santa aparecia envolta de tal claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes; parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.
Imitai exemplo tão ilustre, certos de que agradareis a Deus e aos homens, e que a Santa Missa será para vós de imenso proveito para esta vida e para a outra.
(Excelências da Santa Missa - Leonardo de Porto Maurício - págs 66 e 67)
Fonte: http://www.arautoveritatis.com/2011/09/sobre-imodestia-na-sociedade.html#more
A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso da à Santa Missa. Ao assistir à Santa Missa viu essa nobre flamenga um espetáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber, e sim, para satisfazer uma paixão impura. Em volta dela estavam um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo. Quando ela se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns lhe seguraram a cauda do vestido, outro lhe ofereceu o braço enquanto outros lhe faziam cortejo e serviam-lhe como a sua senhora. No momento em que o sacerdote descia do altar com a Santa Hóstia na mão a fim de dar a comunhão àquela infeliz, pareceu a Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e volvia ao Céu, repugnando-Lhe entrar num coração assim rodeado de espíritos das trevas.
Aterrorizada por semelhante cena, a bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor. E Ele revelou-lhe a causa, fazendo-lhe ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se achava próxima do altar, e que durante toda a Santa Missa, ao invés de se ocupar dos Santos mistérios, contemplava-a com olhares impuros, desejando antes lhe agradar que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e faziam-lhe o cortejo.
Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas, e eu creio de boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com certos trajes escandalosos, mereceis todas as censuras.Transformeis o templo sagrado em covil de ladrões, pois roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais aos sacerdotes, aos ministros, a todo o povo.
Por favor, considerai e tomai a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir à Santa Missa, ela se dirigia com grande pompa à Igreja. Mas, para assistir ao Santo Sacrifício tirava da cabeça a coroa, os anéis dos dedos, depunha seus ornamentos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos. Tudo isso agradou de tal modo a Deus, que Ele quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa a Santa aparecia envolta de tal claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes; parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.
Imitai exemplo tão ilustre, certos de que agradareis a Deus e aos homens, e que a Santa Missa será para vós de imenso proveito para esta vida e para a outra.
(Excelências da Santa Missa - Leonardo de Porto Maurício - págs 66 e 67)
Fonte: http://www.arautoveritatis.com/2011/09/sobre-imodestia-na-sociedade.html#more
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